Dólar fecha em queda de 1,35% após seis altas seguidas

Dólar fecha em queda de 1,35% após seis altas seguidas
Fonte: Pedro Rafael Vilela e Kelly Oliveira – Repórteres da Agência Brasil/Brasília, com edição de Sabrina Craide, 21/05/2018.

Foto: Arquivo/Agência Brasil (Divulgação).

Foto: Arquivo/Agência Brasil (Divulgação).

“O dólar comercial encerrou o pregão de hoje (21) em queda de 1,35%, cotado a R$ 3,689. O resultado ocorre após seis altas consecutivas da moeda norte-americana frente ao real. Ao longo da semana passada, o dólar se valorizou 3,85% e chegou a valer mais de R$ 3,74 na sexta-feira (18).

O dólar turismo, usado para quem vai fazer uma viagem internacional, estava sendo vendido a R$ 3,83 nas casas de câmbio de São Paulo, no fim da tarde, já incluídas as taxas de impostos. Na versão cartão pré-pago, incluindo taxas, a moeda norte-americana estava sendo cotada a R$ 4,03.

O mercado de câmbio reagiu à nova intervenção do Banco Central (BC), que reforçou na manhã de hoje a oferta de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, por meio do leilão de 15 mil novos contratos e a renovação (rolagem) dos contatos que vencem no dia 1º de junho. Com a medida, o governo conseguiu manter a aplicação em moeda norte-americana no país, reduzindo seu valor frente ao real.

Entenda
Quando há momentos de fortes oscilações (volatilidade) no mercado de câmbio, como atualmente, o BC intervém no mercado. O swap (troca, em inglês) cambial é um derivativo financeiro (contratos com variação em função do preço de outro ativo). Nesse tipo de contrato, o BC se compromete a pagar ao detentor do swap a variação do dólar, acrescida de uma taxa de juros (cupom cambial), e a receber, em troca, a variação da taxa básica de juros, a Selic, acumulada no período do contrato. Assim, quem vende esse contrato fica protegido caso a cotação do dólar aumente, mas tem de pagar a variação da taxa Selic ao Banco Central.

Dessa forma, as empresas se protegem de uma variação excessiva da alta da moeda americana e há aumento da liquidez no mercado, com injeção de dólares no mercado futuro.

De acordo com dados da última sexta-feira (18), o estoque de contratos de swaps estavam em US$ 24,798 bilhões. Desses, US$ 5,650 bilhões vencem no dia 1º de junho deste ano. Em 2017, esse estoque era menor – encerrou o ano em US$ 23,8 bilhões. Em 2016, o estoque era de US$ 26,6 bilhões e no final de 2015, de US$ 108,1 bilhões.

A perspectiva de aumento da taxa de juros americano ocorre desde 2013. A partir de junho daquele ano, grandes empresas brasileiras captaram recursos externos, o que gerou a necessidade de hedge (proteção). Segundo o BC, no intuito de oferecer estabilidade financeira e econômica, a autoridade monetária optou por oferecer essa proteção via swaps, atendendo à demanda do mercado.

A partir de abril de 2016, o estoque de swap cambial começou a cair com a sinalização de que os Estados Unidos não subiriam muito a taxa de juros no curto prazo. Com isso, o BC aproveitou o momento para reduzir o saldo desses contratos. Agora, com o aquecimento da economia americana, a sinalização é de aumento dos juros daquele país”.

Ação para segurar o dólar pode acalmar o mercado, dizem economistas

Ação para segurar o dólar pode acalmar o mercado, dizem economistas
Fonte: Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil/São Paulo, com edição de Sabrina Craide, 21/05/2018.

Foto: Arquivo/Agência Brasil (Divulgação).

Foto: Arquivo/Agência Brasil (Divulgação).

“A oferta de swap cambial pelo Banco Central (BC) é uma boa medida para segurar a alta do dólar, mas não deve ser um instrumento para derrubar a moeda a longo prazo. A avaliação é do economista Tiago Schietti, diretor da gestora de recursos Horus GGR.

“A venda de swap é um mecanismo supereficiente para dar liquidez ao mercado no curto prazo, mas não acreditamos que seja uma ferramenta para usar como componente para derrubar o dólar, essa a volatilidade do dólar ainda depende de fatores externos e vem acontecendo também em outros mercados emergentes, como a Argentina”, explica.

O dólar comercial encerrou o pregão de hoje (21) em queda de 1,35%, cotado a R$ 3,689, depois de seis altas consecutivas. O mercado de câmbio reagiu à nova intervenção do BC, que reforçou a oferta de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, por meio do leilão de 15 mil novos contratos e a renovação (rolagem) dos contatos que vencem no dia 1º de junho.

O professor de finanças Cesar Caselani, da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), avalia que a oferta de swap cambial pelo Banco Central pode acalmar o “nervosismo” do mercado financeiro. “Podemos ver da seguinte maneira, a oferta de dólares é dizer para o mercado que se [o Banco Central] precisar frear essa subida do dólar tem recursos para fazer isso, isso diminui um pouco o nervosismo do mercado”.

Influência dos EUA
Os dois especialistas lembram que o cenário político e econômico nos Estados Unidos também tem influência no preço do dólar no Brasil. “O FED [o Banco Central americano] acaba de dizer que está imprevisível o nível de emprego e de inflação lá, então tudo depende muito ainda do mercado externo, e outros mercados emergentes estão no mesmo nível, com desvalorização da moeda local”, diz Schietti.

O professor Caselani também acredita que a queda na moeda ainda depende do comportamento do governo norte americano. “Tudo depende ainda de como os Estados Unidos vão lidar com a taxa de juros nos próximos meses”.

Caminhoneiros fecham estradas e fazem protestos na maior parte do país

Caminhoneiros fecham estradas e fazem protestos na maior parte do país
Levantamento da PRF apontou mobilizações da categoria em 21 estados.
Fonte: Jonas Valente – Repórter Agência Brasil/Brasília, com a colaboração de Léo Rodrigues/Rio de Janeiro e edição de Amanda Cieglinski, 21/05/2018.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (Divulgação).

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (Divulgação).

“A paralisação nacional de caminhoneiros deflagrada hoje (21) teve adesão da categoria em boa parte dos estados. Segundo balanço da Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam), houve participação em 17 unidades da federação. Foram realizadas manifestações diversas, desde pontos de concentração de motoristas à interdição de rodovias. Já levantamento a Polícia Rodoviária Federal apontou mobilização maior, em 21 estados.

A ABCam não informou número de profissionais que se juntaram ao movimento. A entidade reivindica a isenção de PIS, Cofins e Cide sobre o óleo diesel utilizado por transportadores autônomos. A associação também propõe medidas de subsídio à aquisição de óleo diesel, que poderia ser dar por meio de um sistema ou pela criação de um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo.

A categoria alega que os caminhoneiros vêm sofrendo com os aumentos sucessivos no diesel, o que tem gerado aumento de custos para a atividade de transporte. Segundo a associação, o diesel representa 42% dos custos do negócio e 43% do preço do combustível na refinaria vem do ICMS, PIS, Cofins e Cide.

Mapa da PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitora as interdições de estradas em tempo real. Os estados com mais pontos de bloqueio de estradas são Paraná (20), Bahia (14), Rio de Janeiro (14), Minas Gerais (11) e Goiás (9).

Conforme o mapa da PRF, o movimento está mais intenso no Sudeste e Centro-Oeste. Na Região Norte, não foram registradas interdições em Roraima, Amapá e Acre. Em Rondônia e no Amazonas houve apenas um registro em cada, enquanto no Pará houve dois e em Tocantins, três.

No Rio de Janeiro, por exemplo, há protestos: na BR-101, no sentido Espírito Santo, e no km 75 em Campos dos Goytacazes e na BR-040, no km 112, em Duque de Caxias, onde manifestantes atearam fogo em pneus e as pistas laterais em ambos os sentidos foram bloqueadas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Volta Redonda e Região Sul Fluminense (Sinditac-VR), Francisco Wild, além da alta do combustível, a categoria cobra a votação do Projeto de Lei 528/2015, que cria uma tabela com valores mínimos para o frete cobrado no transporte rodoviário de cargas. A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação no Senado Federal.

Continuidade

A ABCam enviou um ofício ao governo feral sobre as reivindicações e, como não teve retorno, convocou a paralisação para esta segunda-feira. De acordo com o presidente da associação, José da Fonseca, o movimento teve início pela manhã em três estados – São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo – e ganhou força ao longo do dia. Ele credita o crescimento da adesão durante o dia ao anúncio de novo aumento nos combustíveis pela Petrobrás.

Até o início da noite de hoje, a ABCam esperava um posicionamento do governo federal. Segundo Fonseca, se não houver retorno às demandas apresentadas, a tendência é que o movimento continue e possa, inclusive, se intensificar.

“As coisas estavam indo bem, calmas. Só que hoje aumentou diesel e gasolina, e isso foi considerado como ato de provocação. Em São Paulo, há pontos em que já queimaram pneus. Não é isso que nós queremos, mas o governo nessa morosidade parece que quer ver isso”, diz Fonseca”.

Santa Catarina inicia embarques de carne suína para Coreia do Sul

Santa Catarina inicia embarques de carne suína para Coreia do Sul
Fonte: Ana Ceron, SECOM Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, 21 Maio 2018.

Foto: Cidasc (Divulgação).

Foto: Cidasc (Divulgação).

“Único Estado do país habilitado a exportar carne suína para a Coreia do Sul, Santa Catarina está pronto para enviar o primeiro carregamento do produto ao novo mercado. A JBS de Seara anunciou nesta segunda-feira, 21, que nos próximos dias embarcará 50 toneladas de cortes suínos (pernil, paleta, barriga e copa de lombo) partindo do Porto de Itajaí com destino à Coreia do Sul.

A abertura do mercado sul-coreano foi anunciada na última semana e trouxe uma onda de otimismo para o agronegócio catarinense. A escolha da Coreia do Sul por Santa Catarina se deve ao status sanitário diferenciado do Estado, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação.

O governador Eduardo Pinho Moreira lembra também que em 2015 esteve em Paris, onde recebeu em nome de Santa Catarina o certificado de Zona Livre de Peste Suína Clássica, durante a 83ª Assembleia Mundial da OIE. Moreira entende que o Estado colhe frutos de um longo e dedicado trabalho que, depois de inúmeras etapas vencidas, alcança um quadro de excelência. “Avançamos muito em qualidade e sanidade, por isso, hoje podemos exportar para os mercados mais importantes do mundo”, comemora.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o primeiro embarque de carne suína com destino à Coreia do Sul será emblemático. “É a comprovação e materialização do esforço que Santa Catarina fez para erradicar a febre aftosa. A certificação internacional está se transformando em negócios e comprova que a estratégia do Estado está correta”, destaca.

A JBS de Seara é uma das quatro empresas catarinenses autorizadas a exportar carne suína para a Coreia do Sul. A Aurora Alimentos, a BRF de Campos Novos e a Pamplona Alimentos também fazem parte desta lista.

MERCADO SUL-COREANO

A Coreia do Sul é o quarto maior comprador de carne suína do mundo – foram 645 mil toneladas importadas em 2017 – e reconhecido como um dos mercados mais exigentes. Para Spies, este é um marco histórico para o agronegócio catarinense. “Este é o início da conquista de um mercado muito importante e a expectativa é de que as exportações aumentem ainda mais a partir de agora.”

O país já é um grande parceiro de Santa Catarina nas importações de carne de frango. Em 2017, foram 39,8 mil toneladas de carne de frango vendidas para Coreia do Sul, gerando um faturamento de US$ 81,4 milhões”.

Operações de abril no Complexo Portuário de Itajaí apresentam resultados excelentes

Operações de abril no Complexo Portuário de Itajaí apresentam resultados excelentes
Maior destaque foi no crescimento de 80% na movimentação em toneladas.
Fonte: Fabrício Pereira – Estagiário da ASCOM Porto de Itajaí, com revisão de Luciano Sens, 21 de Maio de 2018.

Foto: Marcos Porto/SECOM-PMI (Divulgação).

Foto: Marcos Porto/SECOM-PMI (Divulgação).

“O Complexo Portuário de Itajaí fechou o mês de abril de 2018 com saldo estável na movimentação de cargas. No encerramento do mês foram registradas 84 escalas efetuadas no Complexo (uma a menos que 2017), totalizando uma movimentação de 1.107.409 toneladas.
Mesmo com a diferença mínima na comparação anual do Complexo, os números são extremamente positivos para o Porto Público (berços 1 e 2) da APM Terminals Itajaí, que durante o mês de abril somaram em 32 embarcações, elevando a movimentação em 78% em comparação a abril de 2017.
A movimentação em toneladas foi o maior destaque, com 80% de diferença (APMT/Cais Comercial), quando comparado ao mês de abril de 2017. O Porto de Itajaí também registrou um aumento de 18.753 para 31.407 TEU’S (Twenty Foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés de comprimento), em relação ao mesmo período do ano anterior, apresentando um acréscimo de 67%.
O Superintendente do Porto de Itajaí, Engº Marcello Werner Salles confirma que os resultados positivos fazem parte da série de trabalhos e melhorias que a Superintendência vem praticando e agradece especialmente a todos que compõem a cadeia logística do Complexo Portuário de Itajaí, “Gostaria de registrar um agradecimento aos nossos usuários, importadores, exportadores, armadores, aos trabalhadores com vínculo e também aos avulsos, a APMT, aos representantes de órgãos intervenientes, aos membros do nosso Fórum Parlamentar catarinense que tem assegurado os recursos financeiros, ao Governo do Estado, a Prefeitura Municipal de Itajaí, aos membros que compõem a Comissão de Portos na Câmara de Vereadores, as Entidades Civis e de Classe, a comunidade portuária e principalmente a Deus, que tem nos dado saúde, tenacidade para todos juntos enfrentarmos as adversidades”.
“Essa parte de crescimento gira em torno de todas as ações que vem sendo realizadas no Complexo, como a tonelagem que aumenta a produtividade, que aumenta a quantidade embarcada, o ganho do armador, todas elas são frutos das melhorias, das dragagens que foram realizadas, o empenho que se teve durante esse ano e meio para atingir a cota de 14 metros que foram homologadas pela Delegacia da Capitania dos Portos“, destacou.
“A cidade pode ter orgulho do crescimento do Porto de Itajaí, pois não há outro porto hoje no Brasil que cresceu 80% em movimentação de tonelada, e isso realmente é um momento que devemos agradecer a todos que estão envolvidos, que através de muito esforço atingimos estes números. Posso acrescentar ainda que desde 2008, ou seja, após 10 anos, este foi o primeiro mês que as receitas geradas superaram as despesas ”, conclui Salles.
No ranking das exportações se destacam as mercadorias de Cerâmica e Vidros, que tiveram uma evolução de quase 140%, Madeira e Derivados 70% e no setor de importações, os materiais de Vidro e Cerâmica também tiveram um destaque de 80%, seguido de alimentos gerais com 73,5% e Plásticos e Borrachas com 53%.
“São duas questões que podemos avaliar. O padrão que está se mantendo, em termos de números de atracações realizadas agregadas ao nível de movimentação equilibrado e a movimentação de cargas também tem se mantido num patamar constante. Não crescemos mais por meios gerais porque o segmento de exportação de frangos e suínos ainda estão sofrendo as consequências do embargo Russo e Europeu. Outro destaque é que a nossa margem direita do Rio (Itajaí), continua mantendo um crescimento em exportações e importações, o que demonstra uma recuperação num nível de atividade de cais comercial, gerando maior atividade portuária, e por assim, receita e geração de empregos” conclui Heder Cassiano Moritz, Técnico em Nível Superior da Superintendência do Porto de Itajaí.
No Terminal PORTONAVE a movimentação realizada durante o mês de abril foi de 43 escalas elevando a movimentação acumulada do ano para 185 navios atracados, registrando-se uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 223 navios atracados. Sua movimentação total de cargas registrada no terminal durante o mês de abril foi de 721.848 toneladas, com 185 escalas, elevando a movimentação acumulada do ano para 2.802.981 toneladas, registrando-se uma queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, que somou 3.314.947 toneladas, com 223 escalas atendidas, observando-se um crescimento de 2% na movimentação de cargas por escala efetuada.
O terminal BRASKARNE registrou 3 escalas com 22.231 toneladas elevando a movimentação cumulada do ano para 11 escalas com 60.769 toneladas verificando-se um crescimento de 6% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 9 escalas com 41.581 toneladas movimentadas, observando-se um crescimento de 22% no número de escalas em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já no Terminal TEPORTI foi registrado 5 escalas no mês de abril, com 11.272 toneladas elevando a movimentação acumulada do ano para 13 escalas com 27.959 toneladas, verificando-se um crescimento de 11% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 8 escalas com 25.198 toneladas movimentadas, observando-se um crescimento de 63% no número de escalas realizadas.
No terminal POLY TERMINAIS apenas uma escala foi registrada com 4.000 toneladas, verificando-se uma queda de 67% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 3 escalas com 12.000 toneladas movimentadas, observando-se uma queda de 67% no número de escalas realizadas”.