Exportação de produtos agro dispara: entenda por que o Brasil está no topo do mundo quando se fala em produção de alimentos

Exportação de produtos agro dispara: entenda por que o Brasil está no topo do mundo quando se fala em produção de alimentos
A eficiência no campo tem levado o País a ganhar cada vez mais espaço no mercado internacional. Em 2017, as exportações do agronegócio superaram as importações em US$ 81,8 bilhões. Confira cinco fatos sobre a balança comercial agro.
Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 17/01/2018.

Foto: Divulgação.

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“1. É bom quanto? Entenda o tamanho do setor nas vendas externas
As exportações do agronegócio têm uma participação importante na balança comercial brasileira. Somente em 2017, elas representaram 44,1% do total.

2. O que bombou em 2017?
Os produtos que mais contribuíram para o resultado do ano foram: soja (US$ 6,3 bilhões a mais em exportações); produtos florestais (+US$ 1,3 bilhão); carnes (+US$ 1,26 bilhão); cereais e preparações (US$ 953,8 milhões); e complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,3 milhões).

3. O que aconteceria sem o agronegócio?
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sem o agro, o País teria deixado de faturar R$ 1,23 trilhão nos últimos 20 anos. valor maior que o PIB de cerca de 160 países.

4. O que diz o ministro da Agricultura
Blairo Maggi explica que o volume de produção do Brasil, cuja última safra foi recorde, ajuda a garantir o desempenho expressivo do agro no País. Esse cenário também só é possível graças a aumento de crédito, redução de juros e uso de biotecnologia e maquinário de ponta, além de apoio do Governo do Brasil com subsídios a crédito e ao seguro rural.

5. E o setor de carnes? O Brasil perdeu mercado com a operação Carne Fraca?
NÃO! Pelo contrário. As vendas cresceram 8,9% no ano passado, para US$ 15,47 bilhões. Os números comprovam: o País mostrou que tudo não passava de um problema isolado, resolvido rapidamente, e que a carne brasileira tem qualidade e está entre as melhores e mais seguras do mundo”.

Indonésia, um novo caminho para a avicultura em 2018

Indonésia, um novo caminho para a avicultura em 2018
Fonte: FAESC via CNA, 18/01/2018.

Foto: Divulgação.

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“Um 2017 ótimo, mesmo em ano turbulento. E um 2018 ainda mais promissor, com importante novo comprador. O frango verde-amarelo não poderia querer mais. A Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou relatório com parecer favorável ao Brasil no painel movido contra a Indonésia em relação às medidas restritivas impostas pelo país asiático contra as importações de carne de frango. A OMC concordou com os argumentos apresentados pelo Brasil e vai recomendar à Indonésia a alteração da legislação e das práticas que bloqueiam as importações de carne de frango brasileira. “Desde 2008 temos tentado, sem sucesso, negociar a abertura do mercado com as autoridades indonésias. Realizamos diversas missões com este objetivo. É uma vitória fundamental, que deve impactar positivamente no desempenho das vendas de carne de frango em 2018”, ressaltou o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.

A Barral M Jorge Consultores Associados deu suporte à ABPA neste processo, apoiando o Ministério das Relações Exteriores com estudos e outros subsídios.

Os Indonésios ainda terão um prazo de 60 dias para apresentar o pedido de apelação, que será analisado pelo Órgão de Solução e Controvérsias da OMC. A expectativa é que o processo seja concluído em até seis meses.

O Brasil é, hoje, o maior produtor e exportador de frango halal do mundo. Um terço de tudo o que o país exporta é direcionado ao mercado islâmico. Em 2016, apenas o Oriente Médio, principal destino dos embarques brasileiros, importaram 1,57 milhão de toneladas, gerando receita superior a US$ 2,3 bilhões.

Com população de maioria muçulmana (quase 90% dos 260 milhões de habitantes) a Indonésia é um dos mercados com maior potencial de crescimento no consumo de proteína animal mundial. Cada habitante do país asiático consome, em média, 6,3 quilos do produto por ano. No Brasil, este índice chega a 41 quilos per capita. O mercado indonésio é atualmente fechado para as importações de carne de frango. Toda a sua produção é direcionada ao mercado doméstico. Em 2016, foram 1,64 milhão de toneladas produzidas. “Com o avanço econômico, a tendência é de incrementar o consumo de proteína animal. Neste contexto, queremos nos consolidar como parceiros para a segurança alimentar da Indonésia, ocupando espaços que hoje estão abertos, complementando a produção local”, ponderou Turra.

EXPORTAÇÕES – As vendas externas de carne de frango in natura e processada alcançaram 387,5 mil toneladas em setembro, volume 0,2% superior ao total embarcado no mesmo mês do ano passado (386,9 mil toneladas). A receita foi de US$ 640,757 milhões, 0,1% superior ao registrado em setembro de 2016 (US$ 640,024 milhões). No acumulado do ano, o desempenho das vendas segue positivo, com US$ 5,526 bilhões em nove meses de 2017, 5,5% maior do que os US$ 5,238 bilhões registrados no ano passado.

Em volume, a diferença manteve-se em 70 mil toneladas. Ao todo, foram exportadas 3,309 milhões de toneladas nos nove meses de 2017, número 2,1% menor em relação às 3,379 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e setembro de 2016. “As vendas para a África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Catar e México contribuíram para o bom desempenho mensal das vendas de carne de frango”, analisou Francisco Turra.

PREÇOS – A boa performance lá fora está contribuindo para altas nos preços internos do frango inteiro congelado. A participação deste produto (in natura) nos embarques totais neste ano é de 93,8%, o que contribui para a sustentação dos valores aqui dentro. No atacado do estado de São Paulo, o frango inteiro congelado in natura começou outubro se valorizando expressivos 9,7%, com média de R$ 3,69/kg. Já o frango resfriado, que tem baixa representatividade nas vendas externas, subiu 2,7% na mesma praça e no mesmo período, ficando em R$ 3,54/kg. Os preços dos ovos comerciais começaram o último bimestre estáveis, refletindo a menor oferta dos concorrentes no mercado. As altas nos preços do pintainho de corte confirmam a menor influência de outros tipos de ovos no mercado, já que eles são geralmente destinados à produção desses animais. Apesar do cenário de estabilidade, os valores dos ovos praticados atualmente seguem acima dos patamares observados no mesmo período do ano passado”.

Exportações do agronegócio gaúcho registraram alta em 2017

Exportações do agronegócio gaúcho registraram alta em 2017
Fonte: Da Redação via CNA, 18/01/2018.

Foto: Divulgação.

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“Porto Alegre / Rio Grande do Sul (18/01/2017) – Após um início ruim, as exportações do agronegócio gaúcho fecharam 2017 com um aumento de 4,43% no valor comercializado na comparação com 2016. A recuperação foi tão expressiva, que pela primeira vez o mês de dezembro cruzou a barreira de 1 bilhão de dólares desde o início da série histórica, atingindo US$ 1,002 bilhão. Os dados estão no Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do Rio Grande do Sul, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema FARSUL, nesta quinta-feira (18).

O primeiro semestre do ano foi marcado por preços internacionais baixos. A situação foi agravada pela variação cambial que também era desfavorável. Esse quadro acabou por gerar uma retração nas exportações com junho registrando -0,67%. “A gente considerava que se fechasse no zero seria bom pois o resultado estava muito ruim”, comenta o economista-chefe do Sistema FARSUL, Antônio da Luz.

O cenário foi completamente alterado na segunda metade do ano. Com o crescimento da taxa de câmbio e o aumento dos preços internacionais as vendas deram um salto. “No segundo semestre os preços internacionais tiveram uma melhora substancial. Isso fez com que o mercado começasse a vender bem mais do que vinha vendendo. Tudo aquilo que foi represado no primeiro semestre foi comercializado no segundo, sobretudo a soja”, destaca Luz. A oleaginosa em grãos teve uma alta de 22,81%.

O resultado só não foi melhor em decorrência dos desempenhos da carne bovina (-4,55%) e do arroz (-6,36%). “A queda na carne bovina se deu por conta da Operação Carne Fraca e as questões da JBS. Já o arroz teve preço da tonelada operando em preços muito baixos ao longo do ano, nos tirando competitividade”, compara o economista.

Outra questão levantada por Luz está na receita do produtor. “Como a taxa de câmbio está mais baixa do que em 2016, a receita em reais caiu 2,38%, fazendo com que ela acabe neutralizada. O que nós lamentamos, uma vez que os produtores fazem seus negócios em reais, não em dólares”, explica.

No volume também houve um crescimento nas exportações, com 10,03% e ultrapassando 20 milhões de toneladas. A China se manteve como principal comprador do agronegócio gaúcho em dezembro, sendo destino de 44,2% das vendas. Bem atrás aparece os Estados Unidos com 3,9% em segundo lugar, seguido pela Rússia, com 3,2%”.

Camex não aplicará medidas protetivas na importação de aço da China e Rússia

Camex não aplicará medidas protetivas na importação de aço da China e Rússia
Fonte: Yara Aquino e Débora Brito – Repórteres da Agência Brasil, com edição de Fernando Fraga, 18/01/2018.

Foto: Ilustração/Reprodução Google Imagens.

Foto: Ilustração/Reprodução Google Imagens.

“A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu nesta quinta-feira (18) não aplicar medidas de proteção contra laminados de aço vendidos por empresas da China e da Rússia ao Brasil. Se aplicada, a medida restringiria a prática de dumping, em que empresas vendem produtos com um preço abaixo do valor do mercado tendo assim vantagens sobre os produtos nacionais.

Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, a Camex decidiu, por enquanto, investigar a atuação de cinco empresas suspeitas de praticar preços artificialmente reduzidos, o que é proibido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o ministro, a medida de taxação dos produtos importados desses países fica suspensa por um ano, mas pode ser revista a qualquer momento.

“Fica suspensa a aplicação do direito antidumping e esse mercado ficará, portanto, sendo observado. Havendo a volta da prática dessas ações desleais de comércio, o governo brasileiro poderá, digamos, cancelar a suspensão e efetivar a aplicação. A mensagem que o governo brasileiro dá é de que não há tolerância a prática de dumping e havendo o retorno dessa prática a medida será efetivada.”, explicou o ministro.

Dyogo Oliveira disse que aço laminado é muito utilizado pela indústria automobilística, de eletrodoméstico e de bens de capital e que as importações das empresas investigadas por dumping representam apenas 6% do mercado. Ele relatou que a Camex observou que nos últimos dois anos “já houve uma redução significativa das importações dessas empresas e aumento dos preços”.

“O que observamos é que em virtude das consequências que poderia de aumento de preço, aumento de custo, de redução de atividade economia, a decisão mais acertada seria aprovar o antidumpig, suspender a sua aplicação e manter esse mercado sob avaliação”, acrescentou Oliveira.

Em nota, a Camex reiterou que “a suspensão do direito é uma medida de exceção, definida após análise de seu impacto na economia nacional”. Segundo o colegiado, a suspensão poderá ser revertida com base no monitoramento das importações.

A decisão sobre a aplicação do direito antidumping ocorreu em reunião extraordinária do conselho de ministros da Camex realizada nesta manhã (18) no Palácio do Planalto. A Camex é responsável por formular e implementar políticas relativas ao comércio exterior, incluindo o turismo, com o objetivo de promover os investimentos e a competitividade do país. O colegiado é composto por integrantes dos ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), do Planejamento, da Fazenda, Agricultura, Transportes, entre outros órgãos”.

Roubo de carga no Rio bate recorde com mais de 10 mil ocorrências em 2017

Roubo de carga no Rio bate recorde com mais de 10 mil ocorrências em 2017
Fonte: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil, colaborou Léo Rodrigues, com edição de Fernando Fraga, 18/01/2018.

Foto: Arquivo/Agência Brasil (Divulgação).

Foto: Arquivo/Agência Brasil (Divulgação).

“Rio de Janeiro – Agentes da Força Nacional iniciam operação de apoio e reforço à segurança no Rio de Janeiro, com foco no combate ao roubo de cargas e repressão ao crime organizado (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Agentes da Força Nacional atuam em operação de combate ao roubo de cargas (Arquivo/Agência Brasil)

O roubo de carga no estado do Rio de Janeiro bateu recorde no ano passado, com aumento de 7,3%, passando de 9.874 ocorrências em 2016 para 10.599 em 2017, média de 29 casos por dia. Na capital, foram registradas 5.371 ocorrências; na Baixada Fluminense, 3.167; em Niterói e São Gonçalo, 1.586, e no interior do estado, 475. Os dados foram divulgados hoje (18) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública informa que criou o Grupo Integrado de Enfrentamento ao Roubo de Cargas, com a participação das forças de segurança do estado e da União, para combater esse tipo de crime.

Para a Secretaria, a integração das forças foi um dos fatores que possibilitaram a redução dessa modalidade criminosa desde setembro. “No mês de dezembro de 2017, houve uma redução de 13,2% no roubo de cargas no estado do Rio em comparação ao mesmo mês de 2016. É o quarto mês consecutivo que o indicador ficou abaixo do registrado em setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016”, diz a nota.

O superintendente substituto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio, Rafael Alvim, lembrou que o roubo de carga é uma das frentes da Operação Égide, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para conter a chegada de armas, drogas e contrabando ao país.

“A gente vem monitorando os indicadores junto ao ISP e tenta readequar o policiamento. É uma preocupação da Polícia Rodoviária Federal, e a gente vem trabalhando mês a mês para tentar mitigar esse problema”, disse Alvim.

Pare ele, esse número elevado de roubo de carga pode ser atribuído à falta de conscientização da população ao consumir produto roubado. “Enquanto esse tipo de comportamento não for penalizado, o cidadão que sabe que a carga é de origem ilegal e quer se aproveitar do preço mais barato, fica difícil só as polícias combaterem esse tipo de problema”.

Na avaliação do diretor de Segurança do Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário e Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), coronel Venâncio Moura, a situação continua caótica, mas há uma expectativa no setor de que os índices se reduzam este ano. “A boa notícia é que o número de roubos está estabilizando”, disse Moura. “Trinta por cento das empresas já não têm seguro [para a carga] no Rio, ou pelo seguro estar muito caro por causa dos roubos ou porque a própria seguradora não quer mais renovar a apólice para o estado do Rio”.

Porto de Itajaí: Primeira etapa das Obras da Bacia de Evolução perto de serem concluídas

Porto de Itajaí: Primeira etapa das Obras da Bacia de Evolução perto de serem concluídas
Atualmente 83% das obras estão concluídas e previsão de entrega está dentro do cronograma.
Fonte: Luciano Sens, Assessor de Comunicação Social Porto de Itajaí, 17/01/2018.

Foto: Luciano Sens/Divulgação.

Foto: Luciano Sens/Divulgação.

“Semanalmente Gerentes de Diretorias Técnicas e Engenheiros da Superintendência do Porto de Itajaí vistoriam e acompanham de perto as Obras dos Novos Acessos Aquaviários do Complexo Portuário de Itajaí, denominada por “Bacia de Evolução”.

As obras iniciaram há exatos 21 meses atrás, e, gradativamente pode-se presenciar transformações no canteiro de obras. De acordo com seu cronograma de execução, atualmente 83% das obras estão concluídas e sua previsão de entrega continua estipulada entre os meses de abril e maio, dentro deste primeiro semestre de 2018.

Nesta primeira etapa das obras, atualmente cerca de 100 trabalhadores das empresas contratadas pela execução (TRIUNFO Engenharia) e fiscalização (PROSUL), cumprem em períodos de revezamento, diversas etapas de serviços mediante contrato firmado com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE).

Estão disponíveis quanto às operações, maquinários de grande porte como: guindastes (02), caminhões basculantes e pipa (15), retroescavadeiras de braço longo com 22 metros (04) e flutuantes e balsas (02). Para os serviços de dragagem de execução das obras, estão disponíveis 01 draga de sucção e recalque modelo CUTTER e uma draga de capacidade de carga e bombeamento modelo HOPPER (Auto Transportadora-CATARINA).

Desde que as obras da Bacia de Evolução iniciaram em março de 2016, o acompanhamento presencial no canteiro das obras envolve também a presença de Técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE) e Engenheiros Ambientais (CARUSO JR) para tratar de reuniões de alinhamento das áreas ambiental e de segurança, junto ao programa de monitoramento da Pesca Artesanal ao longo do canal de acesso ao complexo.

O estágio das obras da Bacia de Evolução encontra-se com 04 faroletes retirados, ao qual foram substituídos por boias de sinalização luminosas mediante aprovação da Marinha. O molhe dos pescadores que está localizado próximo ao molhe sul está com suas obras em fase final. Já o molhe da Marina está em fase de execução de reforço. Os guias correntes no lado do molhe norte (espigões) foram removidos e o molhe norte foi reduzido em sua distância recebendo reforço e redefinição do formato do cabeço.

“O maior farol, localizado na ponta do molhe norte está sendo descontruído e deslocado aos poucos de acordo com o montante de pedras que são retiradas do local. Sua altura é de 14 metros e sete metros de sua estrutura poderão ser reaproveitados para juntar-se ao novo farol que será construído quando o cabeço estiver concluído no molhe norte”, informou Joelcir Zatta, da Gerência de Engenharia da Superintendência do Porto de Itajaí.

Ainda no molhe norte, no lado de Navegantes, equipes de trabalho estão em grande escala, removendo pedras para modelar e construir o molhe do cabeço. As pedras que estão sendo retiradas estão sendo deslocadas para uma área afastada no próprio canteiro e que posteriormente serão reutilizadas para construir o novo molhe e estruturar o molhe da Marina. Todos os guias correntes localizados nos molhes transversais foram retirados e suas pedras foram depositadas em um “bota fora”, localizado no Bairro Pedreiras em Navegantes.

Para concluir em sua totalidade, as obras da primeira etapa da Bacia de Evolução, ou seja, em 100%, o restante dos 17% que faltam, serão viabilizados através de Aditivo de ordem da Secretaria de Estado da Infraestrutura no valor de R$ 24.997.140,41.

Recentemente o Superintendente do Porto de Itajaí, Engº Marcelo Werner Salles, cumpriu agenda nas Secretarias de Estado da Infraestrutura e Planejamento, com o objetivo de solicitar o aporte financeiro do aditivo para dar continuidade as obras e assim concluir a primeira etapa.

“Na verdade desde o ano passado estamos conversando com o Governador Raimundo Colombo sobre este assunto quanto à necessidade de concluir as obras. Quando houve o fracionamento desta obra em duas etapas, existiu a necessidade de acrescentar algumas estruturas que efetivamente deem por encerrada esta primeira. Quando se montou o projeto e quando houve o acordo do Governo Federal com o Governo Estadual, a segunda etapa seria simultânea, mediante até aprovação da Secretaria Nacional de Portos em afiançar o Governo do Estado, ou seja: uma vez que a segunda etapa seria lançada, a primeira etapa ainda estaria sendo executada. Isso infelizmente não aconteceu devido à situação de crise econômica que o Brasil passou e ainda está passando. Sendo assim, estamos motivados e empenhados na busca deste aditivo junto ao Governo do Estado, pois se trata de uma obra que é estratégica não só para o Porto de Itajaí, mas para todo o Complexo Portuário, e assim concluir esta etapa primária”, destacou Salles.

Nesta terça-feira, na sede da Superintendência do Porto de Itajaí, o Superintendente Marcelo Werner Salles, recebeu representantes de diversos sindicatos que estão agregados à Autoridade Portuária. Em pauta, uma reunião foi agendada para dar esclarecimentos quanto aos estágios em que se encontram as obras da Bacia de Evolução e sobre a solicitação do Aditivo junto ao Governo do Estado para dar continuidade às obras nesta primeira etapa. Participaram membros dos sindicatos de Arrumadores, Conferentes, Estiva, Consertador de Cargas e Descargas, Vigias Portuários, Trabalhadores Portuários, e demais profissionais que atuam nas atividades do complexo portuário de Itajaí.

O Superintendente deixou claro aos presentes a importância da obra para o complexo e demonstrou sua preocupação em dar continuidade às obras através liberação do Aditivo:

“Fechamos 2017 com mais de 1 milhão de contêineres movimentados e isso mantém nossa representatividade em nível de Brasil, continuando a ser o segundo maior Porto do país em movimentação de cargas conteinerizadas. A Bacia de Evolução segue em ritmo célere, dentro do cronograma que efetivamente a Secretaria de Estado e a empreiteira haviam assumido. Ela tem sua grande importância em relação as cargas que são produzidas e exportadas em Santa Catarina, representando hoje 70% do nosso comércio exterior, que saem aqui pelo Porto de Itajaí, e para a Balança Comercial catarinense tem uma imensa importância, o que é fundamental para que essa obra dê continuidade. Estamos convictos de que isso será sanado possivelmente até o próximo mês”, concluiu o Superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles.

DIMENSÕES DA OBRA PARA CONHECIMENTO:

Investimentos aproximados na ordem de R$ 105 milhões pelo Governo do Estado via Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE);

Concluídas as obras (Etapas 01 e 02), o Complexo Portuário de Itajaí poderá operar com navios de até 366 metros de comprimentos e 51 metros de boca (largura);

Para o giro de manobra dos navios, sua capacidade é de 530 metros de diâmetro e profundidade de 13 metros;

O prazo para conclusão das obras está estipulado para abril/maio de 2018;

O volume “já” retirado pelos serviços de dragagem é de 2.517.523,80m3;
O volume “já” retirado de pedras (enrocamento) é de 395.384,25m3;
O volume estimado de pedras a ser removido é de 463.140,39m3 (sujeito a alteração);
Com a realocação do molhe norte, possibilitará que o canal de acesso fique com a largura de 170 metros no canal de acesso;
Com o término da obra o molhe norte ficará com 815 metros de distância.
(Dados fornecidos pela equipe de Engenharia de Obras)”.