BB cria Unidade de Comércio Exterior para prestar apoio às empresas que atuam no setor

BB cria Unidade de Comércio Exterior para prestar apoio às empresas que atuam no setor
Fonte: BB via Comex do Brasil, 17/11/2017.

Foto: Divulgação.

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“Brasília – O Banco do Brasil anuncia a criação de sua Unidade de Comércio Exterior, com o objetivo de aproveitar a experiência no segmento para incrementar negócios e serviços de assessoria às empresas que atuam no mercado internacional.

Na avaliação do BB, a retomada do crescimento econômico passa pelo comércio exterior. E, com a tradição que tem na área, o Banco do Brasil é uma peça importante para fortalecer as empresas brasileiras e estimular as relações comerciais com outros países. Isso contribui para gerar maior dinamismo para toda a economia brasileira e oportunidades negociais.

“Historicamente, sempre tivemos a vocação do comércio exterior. Estamos dando foco ainda maior para esta nossa vocação e avançando no apoio ao setor produtivo, num momento importante para retomada da economia”, afirma o presidente Paulo Caffarelli.

Para comandar a Unidade de Comércio Exterior, foi nomeado Thompson Cesar, que anteriormente ocupava o cargo de superintendente Private Banking do BB e também já foi gerente geral no exterior. O executivo é formado em economia, com especialização em gestão empresarial.

A criação da nova área não representa custos adicionais ao BB. A área será composta por remanejamentos internos.

A Unidade ficará responsável pelas estratégias de negócios internacionais, pelas soluções de produtos e serviços de câmbio e pela consultoria a importadores e exportadores. Também fará a gestão de toda a rede externa de agências do Banco do Brasil”.

Pecém terá ligação com Reino Unido, Espanha e Holanda

Pecém terá ligação com Reino Unido, Espanha e Holanda
Fonte: Diário do Nordeste via Portos e Navios, 19 Novembro 2017.

Foto: Divulgação.

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“A maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, Maersk Line, estabeleceu um serviço direto entre a APM Terminals Pecém, no Ceará, e portos chaves na Espanha, Holanda e Reino Unido. A companhia dinamarquesa substituiu o navio South American Max (Sammax), cuja rota se inicia na Argentina, por quatro menores para atender com mais flexibilidade os exportadores de frutas pelo Porto do Pecém.

O serviço, que vai suprir a demanda durante a época da colheita, começou com a chegada do primeiro navio no último sábado (11) e termina em fevereiro. De acordo com João Momesso, diretor de Trade e Marketing da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, a frequência e o espaço destinado aos produtos do porto continuam os mesmos.

“Um navio grande tem uma série de outros compromissos. Um navio pequeno que só vai no Pecém nos dá mais flexibilidade”, explica Momesso.

Os quatro navios, que podem carregar até 400 contêineres refrigerados cada, vão atracar nos portos de Algeciras (Espanha), Roterdã (Holanda) e Tilbury (Inglaterra), de onde partem para atender o continente europeu e o Oriente Médio. De acordo com João Momesso, aproximadamente oito mil contêineres com frutas são transportados por ano pela Maersk Line a partir do Pecém, o equivalente a cerca de 225 mil toneladas.

Hub

Momesso aponta ainda que o Porto do Pecém tem potencial para se tornar um hub de cargas no Brasil com a ampliação do canal do Panamá, mas que isso deve ficar mais para o futuro.

“Não vemos isso em 2018, talvez nem em 2019, porque depende de uma recuperação mais consistente da economia brasileira”, explica o diretor, que ainda elogia a aproximação do terminal portuário cearense com o de Roterdã, na Holanda, conhecido pela sua eficiência.

Fruticultura

“Os mercados europeus respondem por 65% das exportações de frutas vindas de Pecém, então, esse serviço personalizado possibilita uma conexão mais rápida e mais disponibilidade para os produtores, garantindo que a carga chegue fresca no consumidor final”, ressalta Daniel Rose, diretor principal da APM Terminals Pecém, em boletim do relatório de comércio divulgado pela companhia dinamarquesa.

O melão continua a ser o principal produto exportado, de acordo com o diretor de Trade e Marketing da Maersk Line, mas também são incluídas frutas como manga, uva, melancia e limão-tahiti, entre outras.

“Aumentamos a frequência do serviço, mas a capacidade se mantém igual. Isso exigiu um investimento do nosso lado, mas acreditamos que os produtores estão muito melhor servidos”, destaca Momesso, que não revelou o investimento realizado pela empresa.

Recuperação

De acordo com o relatório de comércio da empresa, a colheita deve ajudar a impulsionar a recuperação do Nordeste nos próximos trimestres. Na análise da companhia, a região Nordeste teve uma performance menos consistente do que o restante do País no terceiro trimestre deste ano, de forma que ainda não se recuperou economicamente da mesma forma que as regiões Sul, Sudeste e Norte.

A nível nacional, por outro lado, João Momesso aponta uma recuperação mais rápida do que o esperado, com crescimento de aproximadamente 10,2% no terceiro trimestre deste ano.

As expectativas estão em alta depois que as importações de bens manufaturados, que são principalmente bens de consumo, subiram 44% entre os meses de julho e setembro em relação a igual período de 2016 e registraram melhor performance do que todos os outros segmentos de importação.

Contribuição

O relatório aponta que fortes resultados das importações combinados com o crescimento de 6,9% nas exportações contribuíram para a melhor performance trimestral do comércio exterior brasileiro nos últimos três anos, com crescimento total de 10,2%, somando importações e exportações.

Ainda assim, a base de comparação no Brasil ainda é baixa, tendo em vista que o comércio exterior como um todo havia registrado queda de 2,3% no terceiro trimestre de 2016.

Expectativa

O documento aponta ainda que este Natal deverá ser o melhor desde o início da crise econômica, no ano de 2015. A análise é de que, pela primeira vez, os varejistas estão fazendo mais que repor as prateleiras, como aconteceu no ano passado, e estão aumentando seus estoques antes do período natalino.

“Mas temos que lembrar que isso é sazonal e que o volume total de importação e exportação para o terceiro trimestre ainda está 9% abaixo dos volumes do mesmo período em 2014, anterior à crise. Sendo assim, ainda temos um caminho a percorrer até que o comércio marítimo se recupere de verdade”, pondera Antonio Dominguez, Diretor Principal da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, que cobre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai”.

Tecnologia reduz poluição no embarque de grãos no Porto

Tecnologia reduz poluição no embarque de grãos no Porto
Essa é uma das conclusões do artigo elaborado por aluno do MBA Internacional em Gestão Portuária.
Fonte: Fernanda Balboa, A Tribuna, 18/11/2017.

Foto: Carlos Nogueira/AT (Divulgação).

Foto: Carlos Nogueira/AT (Divulgação).

“A adoção de novas tecnologias pode reduzir a poluição gerada pelo embarque de grãos nos porões dos navios que operam no Porto de Santos. Essa é uma das conclusões do artigo científico elaborado pelo tecnólogo em Logística Eduardo Chirico Machado Holms.

Em sua pesquisa, o estudante apontou a utilização de um tipo shiploader (carregador) que promove a queda das cargas em cascata e, com isso, impede a emissão de partículas durante o carregamento.

Holms elaborou o artigo como uma das atividades de seu curso de MBA Internacional em Gestão Portuária, realizado na Faculdade Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Santos e que será concluído no próximo mês. O estudante já é formado em Logística pela Faculdade de Tecnologia (Fatec) Rubens Lara, também na Cidade.

“O embarque da soja nos porões dos navios gera interferências no ambiente. Evidentemente, sob o ponto de vista de quem se encontra dentro ou fora da área portuária, é possível a observação a olho nu da formação de particulados em grande escala, que é gerada como consequência do embarque da soja nos navios, e pode trazer malefícios ao meio em que a área portuária está inserida”, destacou o estudante.

O tema do artigo surgiu em uma aula em que o problema foi discutido. Em seguida, houve a fase de pesquisas para identificar o problema e a melhor maneira de reduzi-lo.

“Quando a operação de embarque é realizada com shiploaders comuns, a carga é despejada no navio em queda livre de uma altura de 20 metros ou mais até o chão do porão do navio. Quando o granel entra em queda livre descontrolada, há aceleração e a alta velocidade em conjunto com a grande quantidade de material é propícia para a emissão de particulados”, explica.

Na pesquisa, Holms cita especialistas do Reino Unido que propõem o uso de uma nova tecnologia que reduza a velocidade do embarque de grãos, ao mesmo tempo em que garanta um alto fluxo de volume de carga durante a operação. O equipamento identificado pelo estudante conta com cones que fazem a carga descer em zigue-zague.

“A solução encontrada foi o uso de tubos verticais telescópicos entre a extremidade final da esteira e o navio, que se estendem aumentando sua altura, alcançando o porão. Assim a carga não enfrenta queda livre de uma grande altura. A composição tubular é encapada de modo que não haja escape da poeira. E na extremidade final, pode ser colocada ou uma pequena tubulação cônica que direciona o material movimentado, ou uma espécie de saia feita de tecido flexível que entra em contato com o ponto mais alto da carga quando há formação da pilha, de certa forma guiando a formação da pilha dentro do porão do navio”, destacou o estudante.

Problema real

Os problemas relacionados à emissão de material particulado no Porto de Santos estão longe do fim. Pelo menos, esta é a conclusão do estudante, que aponta a necessidade de adaptação dos terminais que operam grãos no complexo.

Segundo Holms, o exemplo positivo da ADM do Brasil – que opera grãos no Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, e utiliza em seu terminal shiploaders com tubos telescópicos para reduzir a emissão de partículas na atmosfera – é um fator que mostra ser possível solucionar o problema. Mas, para isso, são necessários investimentos privados e a fiscalização pública.

As consequências da emissão de material particulado durante as operações portuárias vão muito além da sujeira e do mau cheiro nas regiões próximas ao cais. Além dos riscos para os moradores do entorno, os terminais podem ter prejuízos com a deterioração de equipamentos, além de autuações e interdições das instalações.

Para o estudante, é evidente que a movimentação de cargas na área portuária impacta a qualidade do ar. O problema afeta diretamente a população, que pode sofrer com problemas respiratórios como já aconteceu em outros portos mundo afora.

Em seu artigo, Holms cita casos de surtos de asma em cidades como Barcelona, La Coruña e Valência, na Espanha, todas com movimentação de granel de soja nas áreas portuárias.

Holms constatou que terminais podem sofrer com deterioração de equipamentos (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Partículas podem prejudicar terminais

As consequências da emissão de material particulado durante as operações portuárias vão muito além da sujeira e do mau cheiro nas regiões próximas ao cais. Além dos riscos para os moradores do entorno, os terminais podem ter prejuízos com a deterioração de equipamentos, além de autuações e interdições das instalações.

A conclusão é do estudante Eduardo Chirico Machado Holms, no artigo que elaborou e deu origem a seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do MBA Internacional em Gestão Portuária da Faculdade Senai de Santos.

“Com uma importância tão grande perante a economia, e a grande quantidade escoada no Porto de Santos, pode se considerar irresponsável realização da movimentação do granel de soja de forma desmazelada”, destacou.

Para Holms, poder público e iniciativa privada têm responsabilidade nesta questão. “Cabe também às empresas responsáveis pela movimentação desse material a mudança de política e o uso de tecnologias que garantam o manuseio seguro de granéis de soja, visto que é possível preservar o meio e ao mesmo tempo garantir a produtividade; e cabe ao Estado averiguar, inspecionar e regularizar as operações portuárias com granéis sólidos vegetais, visto que são responsáveis por preservar a vida de seus habitantes e o meio ambiente em que estão inseridos”.

Formado em Logística pela Fatec Rubens Lara, o estudante trabalha como operador de rastreamento em um terminal do cais santista. “Eu monitoro veículos que transitam pelo Porto. Não posso impedir o trânsito de um veículo. Mas eu procuro identificar se ele está em funcionamento correto ou não, se está acontecendo um sinistro, por exemplo”, explicou”.

Marrocos e Mercosul retomam negociação de acordo

Marrocos e Mercosul retomam negociação de acordo
Tratado de livre comércio foi tema de reunião esta semana no Itamaraty. As duas partes vão trocar informações nas próximas semanas e novo encontro ocorrerá em 2018.
Fonte: Da Redação, via ANBA, 17/11/2017.

Foto: Ilustração/Reprodução Google Imagens.

Foto: Ilustração/Reprodução Google Imagens.

“São Paulo – O Marrocos e o Mercosul retomaram esta semana as negociações de um acordo de livre comércio em reunião realizada no Itamaraty, em Brasília. O Brasil ocupa atualmente a presidência rotativa do bloco sul-americano, formado também por Argentina, Paraguai e Uruguai.

“A assinatura de um acordo de livre comércio entre o Marrocos e o Mercosul permitirá ao setor exportador nacional [do Marrocos] reforçar seu posicionamento junto a um bloco econômico em forte expansão, notadamente nas atividades agroindustriais, na cadeia de óleos vegetais e de produtos do mar”, disse o embaixador marroquino em Brasília, Nabil Adghoghi, segundo informações publicadas nesta sexta-feira (17) pela agência de notícias do país árabe MAP.

A ideia de um acordo comercial entre o país e o bloco foi lançada em 2004, quando as duas partes assinaram um acordo-quadro que criava as condições jurídicas para esta negociação. Até hoje, porém, as tratativas não haviam evoluído.

De acordo com a TAP, na reunião realizada em Brasília ambas as partes concordaram em trocar nas próximas semanas informações complementares sobre intercâmbio econômico, regras de origem, tarifas, estatísticas e regras comerciais. Um próximo encontro foi marcado para o primeiro semestre de 2018 em Rabat, capital da nação do Norte da África.

Em artigo publicado esta semana no jornal carioca O Globo, Adghoghi disse que o Marrocos segue adiante “na escolha que fez há anos pela inserção na globalização e a internacionalização de sua economia”. Como exemplos, ele citou os vários acordos comerciais que seu país tem com outras nações e blocos, como União Europeia, Estados Unidos, Associação Europeia de Livre Comércio, Conselho de Cooperação do Golfo e Turquia.

“Portanto, o potencial de um acordo de livre comércio entre o Marrocos e o Mercosul não deve ser identificado através, única e exclusivamente, do crescimento dos fluxos comerciais entre as duas partes”, afirmou o diplomata no artigo. Para ele, a nação africana pode servir como polo econômico e comercial para que os países do bloco sul-americano acessem outros mercados.

As exportações do Brasil ao Marrocos somaram US$ 518 milhões de janeiro a outubro, um aumento de 37,5% sobre o mesmo período do ano passado. Os principais itens embarcados foram açúcar e milho. Na outra ponta, o Marrocos vendeu ao Brasil o equivalente a US$ 704 milhões, um crescimento de 37% na mesma comparação. Fertilizantes são os principais produtos da pauta. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)”.