Câmara de Santos pede mudanças no Porto para candidatos à presidência

Câmara de Santos pede mudanças no Porto para candidatos à presidência
Documento com propostas de alteração na gestão do complexo será elaborado
Fonte: Egle Cisterna, A Tribuna, 16/08/2018.

“A Câmara de Santos irá elaborar um documento a ser entregue aos candidatos a presidente da República, pedindo mudanças na gestão do Porto. A decisão foi tomada na audiência pública que o Legislativo realizou nessa quarta-feira (15) para debater um plano de regionalização do complexo portuário. Entre as propostas que serão enviadas, está a descentralização da administração do cais santista.

“Hoje, para resolver um clipe de papel em Santos, tem que pegar um avião e ir para Brasília. Isso tem que acabar”, destacou o presidente do Sindicato dos Operários Portuários de Capatazia (Sintraport), Claudiomiro Machado, no evento.

Outra proposta defendida pelos participantes da audiência é que diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) seja definidos pela capacidade técnica, não por indicação política. “Tem que ser gente envolvida com a região também. Temos que ter pessoas que enxerguem a população do Porto, o que o Porto é de fato e as oportunidades de emprego para a Cidade”, cobra o diretor do Sindicato dos Estivadores, Sandro Olímpio da Silva.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, acredita que a discussão é importante, mas defende que este não é o momento para tratar do assunto, “O momento político não é o ideal”, pontua.

Também participaram do debate o deputado federal e membro da Subcomissão de Portos na Câmara Federal, João Paulo Tavares Papa, e o deputado estadual Paulo Corrêa Junior, coordenador da Frente Parlamentar de Regionalização do Porto de Santos.

O presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que trata do tema, Bruno Orlandi, deve aprovar o texto final do documento na comissão, antes de enviar aos presidenciáveis”.

Crise na Argentina dificulta acordo Mercosul/UE e inviabiliza livre comércio de veículos, diz fonte

Crise na Argentina dificulta acordo Mercosul/UE e inviabiliza livre comércio de veículos, diz fonte
Fonte: Rodrigo Viga Gaier, Reuters via Yahoo Notícias, 17 de agosto de 2018.

“RIO DE JANEIRO (Reuters) – A crise econômica na Argentina está dificultando a conclusão das negociações que se arrastam há cerca de duas décadas entre Mercosul e União Europeia, afirmou uma fonte do governo brasileiro próxima das discussões.

Além disso, a instabilidade argentina é uma barreira praticamente intransponível para a criação de um regime de livre comércio com o Brasil no setor automotivo a partir de 2020, disse a fonte que pediu anonimato.

Uma reunião entre representantes do Mercosul para tratar do acordo com os europeus está marcada para o fim deste mês em Brasília e a expectativa é que uma rodada contando com a presença de negociadores da UE possa ocorrer no mês que vem no Uruguai.

Para interlocutores brasileiros, uma acordo entre UE e Mercosul nunca esteve tão próximo dados os avanços obtidos em reuniões técnicas dos dois blocos sobre temas ligados a produtos agrícolas, destaques da pauta exportadora sul-americana e de produtos industriais, principais produtos dos europeus.

Mas a fragilidade econômica da Argentina, que enfrenta forte desvalorização cambial além de um crise institucional com escândalos de corrupção envolvendo integrantes de governos anteriores e do Congresso local, estão desestabilizando as negociações.

“Ficou mais difícil fechar um acordo (com a Argentina e UE) nessa situação”, disse a fonte. “Não ficou inviável, mas mais complicado”, adicionou a fonte.

Representantes do governo brasileiro apostavam que agosto seria um prazo limite para um acordo entre os blocos comerciais, mas diante das dificuldades da Argentina e da necessidade de vontade política de ambos os lados, essa data não será mais cumprida.

Além do comércio automotivo, na pauta das tratativas estão discussões geográficas, definição do critério de origem dos produtos e transporte marítimo das mercadorias que serão transacionadas pelas partes.

Mesmo que um acordo possa ser fechado este ano e um acerto político seja feito em seguida, a redação técnica do pacto comercial entre os blocos ainda levará alguns meses. O texto do acordo ficaria para ser aprovado no Brasil pelo próximo Congresso que será formado a partir das eleições deste ano.

“Faltam poucos pontos de convergência com a posição da Europa, mas diante desse cenário da Argentina ficou mais complicado”, disse a fonte.

Na questão automotiva, os europeus estão irredutíveis em sua posição. O nó da negociação está na definição de partes e peças de um automóvel e percentual de origem desses produtos intra e extra blocos.

“Pela situação da Argentina, pode parecer que estamos (Mercosul) precisando mais de um acordo que eles (UE). Eles se prenderam em suas posições e não estão flexíveis, mas querem que a gente flexibilize, por exemplo no setor agrícola”, disse a fonte.

SEM AUTOMOTIVO COM ARGENTINA

A crise no país vizinho também inviabilizou o fechamento de uma acordo para a criação de uma zona de livre comércio entre Brasil e Argentina no setor automotivo. O acordo atual, com regras e parâmetros para a exportação de veículos entre os países vence em 2020.

Nos últimos anos criou-se a expectativa de que um acordo de livre comércio poderia ser discutido e selado, mas segundo a fonte não será em 2020 que ele vai poder se concretizar.

“Tem que ser claro: só vamos para livre comércio quando a Argentina tiver condição de cumprir esse acordo direito”, disse a fonte. “É melhor fazer em fases e reequilibrando acordo a acordo, dando conforto…Enquanto a Argentina não tiver condição estrutural e econômica não dá fazer”, acrescentou.

A Argentina é o principal destino de exportações brasileiras de veículos e autopeças. No início do ano, 75 por cento das vendas externas do Brasil no setor foram para o país vizinho, um volume de 253 mil veículos, afirmou a associação de montadoras Anfavea em maio. De lá pra cá, após a Argentina elevar os juros no país para 45 por cento, os embarques caíram e obrigaram a Anfavea a rever suas estimativas para o ano.

GUERRA COMERCIAL

A fonte afirmou que dados da balança comercial já apontam para um ganho por parte do Brasil com o acirramento da disputa comercial entre Estados Unidos e China, mas avalia que estes ganhos são de curto prazo.

De imediato, o Brasil tem se beneficiado com o aumento das exportações de soja, um dos principais produtos da pauta agrícola exportadora nacional e que tem os Estados Unidos como principal concorrente. Com barreiras impostas ao produto norte-americano, o Brasil tem aumentado os embarques de grãos para a China.

Mas, no médio e longo prazos, esse cenário não deve persistir, segundo a fonte. Isto porque o acirramento do protecionismo causará menor crescimento global, menos demanda de produtos agrícolas e preços mais baixos. A soja brasileira está embarcando com um certo bônus de preço por conta dessa preferência chinesa ao produto nacional, disse a fonte.

“Esperamos uma solução para a guerra comercial para não sermos afetados… temos sim preocupações”, disse a fonte ao destacar que o governo brasileiro vem tentando uma maior penetração de derivados da soja, como óleo de soja, no mercado chinês via sistema de cotas.

Enquanto isso, o Brasil segue negociando com a China uma derrubada de sobretaxas do país sobre carne de frango e açúcar brasileiros, mas já há uma aval do Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para um estudo sobre a medida da China. A possibilidade do governo brasileiro mover uma ação contra a China na Organização Mundial de Comércio (OMC) está em análise.

“É evidente que não há dumping nosso no mercado chinês e esperamos que isso seja resolvido, mas caso não seja, o Brasil não descarta nenhuma possibilidade”, acrescentou a fonte. Nesta sexta-feira, a China anunciou que estendeu por seis meses a investigação da prática de dumping nas exportações brasileiras de frango para o mercado chinês.

Em outra frente, o Brasil está negociando a reabertura da Rússia para a carne brasileira. A Rússia impôs restrições ao produto brasileiro após a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, ter levantado dúvidas sobre os processos de fiscalização do produto vendido no exterior.

Segundo a fonte, os russos têm feito algumas exigências para derrubarem as restrições à carne brasileira. O país é um grande exportador de carne suína para a Rússia e para tentar retomar uma relação normal nesse mercado, pode flexibilizar a entrada de bacalhau russo. “O comércio é feito de gestos e trocas desde que não hajam barreiras sanitárias você vai construindo soluções para eliminar essas barreiras”, disse a fonte ao destacar que novas concessões em outros setores podem facilitar o fim do embargo russo à carne nacional”.

Tunísia amplia exportações e importações

Tunísia amplia exportações e importações
Vendas externas somaram US$ 8,43 bilhões de janeiro a julho, ao passo que as compras chegaram a US$ 12 bilhões.
Fonte: Da Redação, ANBA, 16/08/2018.

Foto: Fethi Belaid/AFP (Divulgação).

Foto: Fethi Belaid/AFP (Divulgação).

“Túnis – As exportações da Tunísia aumentaram 5,9% em volumes de janeiro a julho, em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações avançaram 2,1% na mesma comparação, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INS, na sigla em francês). As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (16) pela agência de notícias Tunis Afrique Presse (TAP). Os preços médios das vendas externas cresceram 16,4%, e os das compras, 18,3%.

Em valores correntes, as exportações tunisianas somaram 23,58 bilhões de dinares tunisianos (US$ 8,43 bilhões) nos sete primeiros meses de 2018, um acréscimo de 23,3% sobre o mesmo período de 2017. As importações chegaram a 33,53 bilhões de dinares (US$ 12 bilhões), um aumento de 20,8% na mesma comparação.

Em volumes, as vendas externas de produtos agrícolas e alimentícios cresceram 63,7% em relação aos sete primeiros meses do ano passado (na foto acima, colheita de trigo na Tunísia), ao passo que os embarques de minérios, fosfatos e derivados recuaram 10,3%, e os do setor de energia caíram 15%.

O setor de energia inclui produtos como petróleo, gás e derivados. Os preços médios das exportações deste grupo subiram 28,7%, e os das importações, 8,3%. Os demais setores registraram aumento de 15,6% nos preços médios das exportações e de 19,4% nos das importações.

Em volumes, as importações de combustíveis e lubrificantes avançaram 27,2%, mas as de produtos agrícolas e alimentos recuaram 4,9%, e as de minérios, fosfatos e derivados caíram 9,2%”.

Brasil importou menos fertilizantes dos árabes no ano

Brasil importou menos fertilizantes dos árabes no ano
Fornecimento de adubos de países árabes ao mercado brasileiro somou US$ 830 milhões de janeiro a julho, com queda de 18,4%. País comprou mais da Rússia.
Fonte: Isaura Daniel, ANBA, 17/08/2018.

Foto: Fadel Senna/AFP (Divulgação).

Foto: Fadel Senna/AFP (Divulgação).

“São Paulo – O mercado brasileiro diminuiu em 18,4% as suas compras de fertilizantes de países árabes de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A queda se refere a valores: o Brasil gastou US$ 830 milhões com compras de fertilizantes da região no período.

O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, acredita que o Brasil está comprando mais fertilizantes da Rússia para poder barganhar a venda de produtos brasileiros ao mercado de lá. A Rússia embargou a carne bovina do País e o assunto está sendo negociado. Os russos são os maiores fornecedores de adubos para o Brasil no exterior, com vendas de US$ 924,4 milhões de janeiro a julho. Houve aumento de 8,6% na comercialização no período.

Apesar na queda das importações de adubos de países árabes pelo Brasil, a região é importante fornecedora do segmento e responde por cerca de um quarto de todo o fertilizante que o País compra do exterior. Nos sete primeiros meses deste ano, o mercado brasileiro importou US$ 3,6 bilhões em geral. Os árabes responderam por 23% do total. Houve recuo na importação de adubos pelo Brasil como um todo, de 13% em valores.

No mundo árabe, o Marrocos foi o maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil de janeiro a julho deste ano, seguido por Arábia Saudita, Catar, Argélia e Kuwait. Uma empresa marroquina, o Grupo OCP, tem filial de comercialização e distribuição de fertilizantes no Brasil e ainda participação em operações da multinacional de fertilizantes Yara no mercado brasileiro.

Os marroquinos, porém, diminuíram as vendas de adubos ao Brasil de janeiro a julho sobre iguais meses de 2017, em 27%, para US$ 251 milhões. Os sauditas reduziram as vendas em 25%, para US$ 127 milhões, e o Catar exportou 44% menos, com US$ 125 milhões. O quarto país árabe da lista de fornecedores do Brasil, a Argélia, aumentou as vendas em 97%, para US$ 82,8 milhões. O Kuwait mais que dobrou a comercialização, para US$ 67,7 milhões.

Apesar do recuo na importação brasileira de fertilizantes como um todo e dos países árabes no acumulado deste ano até julho, Michel Alaby acredita que as perspectivas futuras para as compras do produto do exterior são boas, frente aos planos do Brasil de aumento da produção agrícola. O País pretende ampliar também a produção nacional de adubos, mas o diretor geral da Câmara Árabe lembra que esse plano ainda não evoluiu muito. A importação responde por cerca de 80% do abastecimento de fertilizantes no mercado brasileiro atualmente.

Em julho, individualmente, houve aumento na importação brasileira de fertilizantes. A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), que divulga os dados em volume, informou aumento de 0,8% nas compras do produto do exterior no mês passado, para 2,44 milhões de toneladas. O aumento ocorreu antes do início do plantio da safra 2018/2019, em setembro, e depois da greve dos caminhoneiros, entre o final de maio e começo de junho, que represou as entregas de todo tipo de produto no Brasil, inclusive de adubos.

Dados do MDIC mostram que a importação brasileira de fertilizantes de países árabes cresceu 32,2% em valores em julho sobre o mesmo mês de 2017 e ficou em US$ 183 milhões (na foto acima, fosfato da OCP)”.

Frango: preços da carne caem; exportações atingem recorde

Frango: preços da carne caem; exportações atingem recorde
Fonte: Cepea via CNA, 17/08/2018.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

“O aumento no poder de compra da população, devido à entrada dos salários, não foi suficiente para aumentar a demanda pela carne de frango na segunda semana de agosto, de acordo com levantamento do Cepea. Com isso, entre 9 e 16 de agosto, os preços da carne caíram na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Quanto às exportações de carne de frango, foram recorde em julho, sendo exportadas 451 mil toneladas de carne in natura e industrializada, quase o dobro do volume de junho/18 e 20,1% acima do de julho/17, segundo dados da Secex.

O setor exportador contou com maior participação de destinos secundários como a África do Sul, uma vez que a relação comercial com a Arábia Saudita, maior parceira no comércio da proteína brasileira, tem sido complicada pelas novas exigências de abate halal por parte dos compradores – a Arábia Saudita saiu da posição de maior destino da carne de frango brasileira para a 5ª colocação, sendo passada por Japão, China, África do Sul e Emirados Árabes Unidos”.

Movimentação dos portos e terminais cresce 1% e atinge 276,8 milhões de toneladas no segundo trimestre

Movimentação dos portos e terminais cresce 1% e atinge 276,8 milhões de toneladas no segundo trimestre
Portos públicos e terminais privados do país movimentaram mais 2,6 milhões de toneladas de carga no segundo trimestre de 2018 do que em igual período do ano passado.
Fonte: ANTAQ, 16 de agosto de 2018.

“A movimentação das instalações portuárias brasileiras, portos públicos e privados, teve crescimento de 1,0% no segundo trimestre de 2018 em relação a igual período do ano passado, somando 276,8 milhões de toneladas movimentadas. O resultado representa aumento de 2,6 milhões de toneladas na comparação entre os dois períodos. Os números estão no Boletim Informativo Aquaviário do 2º Trimestre de 2018, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, que está sendo divulgado hoje(16).

Total Geral de Cargas – Evolução trimestral da movimentação (milhões de toneladas): 2016-2018. Fonte: SDP/ANTAQ.
A movimentação nos portos públicos aumentou 2,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse aumento representa um ganho expressivo ao ser comparado à evolução dos segundos trimestres entre 2016 e 2017, quando houve decréscimo de 0,2%. Nos portos privados, o resultado também foi positivo, com crescimento de 0,5%, quando comparado a igual período de 2017.

“Esse crescimento, tanto nos portos públicos quanto nos terminais privados, reflete a resposta positiva que o setor continua apresentando ao longo do tempo, apesar de oscilações visíveis, demonstrando que está apto a atender às demandas do mercado brasileiro, seja nos movimentos internos (cabotagem e vias interiores) ou mesmo nas exportações e importações”, explicou o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra.

Neste segundo trimestre, os portos privados movimentaram 181,6 milhões de toneladas, o que representou 65,6% das cargas movimentadas no conjunto das instalações portuárias do país. Já os portos públicos movimentaram 95,2 milhões de toneladas, representando uma participação de 34,4% da movimentação total das instalações portuárias brasileiras.

Entre as mercadorias que tiveram maior movimentação no segundo trimestre de 2018 estão o minério de ferro, com 98,7 milhões de toneladas e aumento de 1,8% em relação a igual período do ano anterior, petróleo e derivados (48,3 milhões de toneladas, mas decréscimo de 1,7%) e soja (40 milhões de toneladas e crescimento de 11,9%). Os contêineres foram a quarta carga mais movimentada no período, com 26,2 milhões de toneladas e aumento de 1,8%, e o carvão mineral a quinta carga, com 7,1 milhões de toneladas, o que significou aumento expressivo de 30,1%.

Segundo o Boletim da ANTAQ, mesmo com as dificuldades de escoamento de mercadorias no mês de maio – por conta da greve dos caminhoneiros -, o total movimentado de cargas de soja (23,3 milhões toneladas) e contêineres (19,0 milhões de toneladas), nos portos públicos, apresentou aumento de 13,2% e 3,6%, respectivamente, na comparação com igual período de 2017. O grupo petróleo e derivados manteve a atual tendência de crescimento na movimentação dos portos públicos, com ganho de 6,0%, e pasta de celulose cresceu 25%. Já entre as principais mercadorias movimentadas nos portos públicos que apresentaram queda neste trimestre as maiores reduções foram adubos, com -11,2% e açúcar (-32,1%).

Os dez principais portos públicos em movimentação de cargas brutas neste segundo trimestre operaram aproximadamente 82,4 milhões de toneladas, o que correspondeu a 86,5% da movimentação total dos 31 portos organizados que registraram movimento de cargas no período. Entre os principais portos públicos em movimentação neste segundo trimestre, destaque para dos portos de Itaqui (+9,4%), Suape (+10%) e Santarém (+36,2%).

Com relação ao Porto de Santos, a movimentação neste segundo trimestre foi de 27,2 milhões de toneladas, queda de 0,6% em relação a igual período do ano passado. Contêineres e soja lideraram entre as mercadorias movimentadas no trimestre no maior porto público do país, somando 16,7 milhões de toneladas.

Já nos portos privados, o aumento na movimentação (0,4% em relação ao segundo trimestre de 2017) foi reflexo da maior movimentação de minério de ferro (+1,6%), soja (+10,3%) e carvão mineral (+29,4%). Um dos destaques em relação a esse tipo de instalação foi o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, que, na comparação com o segundo trimestre de 2017, registrou alta de 18,8%, representando incremento de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas, sendo 99,3% do total minério de ferro.

Tipos de navegação

A movimentação de cargas de longo curso registrou movimento de 201 milhões de toneladas, queda de 1,4% em comparação ao segundo trimestre de 2017, sendo 35,6 milhões de toneladas de cargas de importação e 165,4 milhões de toneladas de cargas de exportação. A China foi o principal destino das mercadorias brasileiras no período, representando 51,7% das nossas exportações. Já quanto às importações, o principal parceiro comercial são os EUA, responsáveis por 23,1% da movimentação que chega aos portos brasileiros, sendo petróleo e derivados (28,7%) e carvão mineral (22,3%) as principais cargas importadas no trimestre.

Principais Mercadorias movimentadas na Cabotagem (%): Comparativo entre 2° Trimestres: 2017-2018. Fonte: SDP/ANTAQ.
A navegação por cabotagem registrou crescimento de 4,5% na movimentação na comparação entre este trimestre e igual período do ano anterior. Esse percentual corresponde a 1,6 milhões de toneladas acrescidas no trimestre, perfazendo um total de 56,7 milhões de toneladas movimentadas. As principais mercadorias movimentadas nesse tipo de navegação neste trimestre foram petróleo e derivados (61,4%), contêineres (11,0%) e bauxita (8,5%).

Na navegação interior, a movimentação portuária correspondeu a 18 milhões de toneladas, representando crescimento de 18,4% no comparativo entre os segundos trimestres de 2017 e 2018. Esse bom desempenho se deveu ao aumento de 10,2% na movimentação de pasta de celulose e de 768,1% na movimentação de carvão mineral, além da boa performance da soja – principal mercadoria operada nesse tipo de navegação – que registrou aumento de 20,3% neste trimestre em relação a igual período de 2017″.